quarta-feira, 22 de julho de 2009

Enfim alguém olhou ‘pro’ problema

O Senado aprovou uma nova lei nacional de adoção - lembrando que antes não havia nenhuma lei que regulamentava a adoção – com o intuito de acelerar os processos e evitar que crianças e adolescentes permaneçam mais de dois anos em abrigos. A lei será conhecida como lei Cléber Matos, nome do falecido filho adotivo do autor da emenda, deputado João Matos (PMDB-SC).
Gente! Tem mais pessoas querendo adotar do que crianças a serem adotadas, tem noção da burocracia??? Atualmente, o cadastro nacional de pais adotantes conta com 22 mil pessoas interessadas em adotar crianças. Por sua vez, duas mil crianças esperam pela adoção no país.
Entre as novas regras estão o direito do adotado em conhecer sua origem biológica e acesso ao processo de adoção e a prioridade dos brasileiros na adoção. Ah... homossexuais estão fora do projeto, já que a união civil entre pessoas do mesmo sexo ainda não é reconhecida.
As mudanças mais importantes são:
Redução para dois anos do tempo máximo de permanência de crianças nos abrigos; não punição para a adoção informal; a audição entre o menor e a Justiça após ele ser entregue à família adotiva; e a determinação de que crianças indígenas e quilombolas devem ser adotadas dentro de suas comunidades.
Reforço a informação: "a criança não ‘poderá’ ficar mais de dois anos longe de uma família". Foi a que mais me alegrou! Imaginem que eles estão ‘esquecidos’ nesses lares provisórios e acabam ficando anos sem saberem o que é ter uma família de verdade. É claro que os funcionários ou voluntários são super preparados e cuidam bem delas, mas é cruel demais uma pessoinha crescer sem ter parâmetros familiares. Sem saber o que é mãe, pai, avó, tia, como é passar o natal com sua família, seu aniversário... Elas não conhecem isso!!!
Tomara que todos possam ter um novo lar (ou voltem para o seu antigo) o mais rápido possível. Que essa lei funcione! Pensamento positivo!

Por Fernanda Rodrigues

Um comentário:

  1. Que funcione mesmo!!!
    Absurdo esse número de mais pessoas querendo adotar do que crianças a serem adotadas. Não pode! Não mesmo!!!
    Jana

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